Intimidade
carinho e um pouco de
afeto
Familiaridade ou
algo do tipo
O corpo deseja
mas talvez o
coração
não aguenta.
Intimidade
carinho e um pouco de
afeto
Familiaridade ou
algo do tipo
O corpo deseja
mas talvez o
coração
não aguenta.
Talvez a chuva
Fria, torrencial e
inesperada
Aplaque essa vontade
desesperada
Que eu tenho
de você
Se eu fosse insensata
Hoje seria o dia
em que eu
te chamaria
Diria que te quero
e abriria um vinho
Entre taças e
risadas
Você me amaria
Como já soube me
amar um dia
Eu seria de novo tua
pequena
Numa intensa sinfonia
De promessas vãs
Mesmo que somente apenas
enquanto durasse a noite
fria.
Lembro que minha avó
sempre dizia:
Homem você confia
desconfiando.
Acabei aprendendo
a amar
sempre questionando
se eu era capaz
de confiar.
Eu queria poder
não escrever sobre amor
Porque nessa junção de
palavras
Lembro de todas as vezes
que amei
E que encontrei o desamor
A dor e a solidão
Uma não vive sem a outra
Como também
não se vive
Sem ter conhecido o sabor
de um não amor.
Apesar do que possa
parecer
Entre tantas coisas
que quero esquecer
A ideia de nós me
agradava.
Saúdo a solidão
com uma taça de vinho
Dois ou três poemas
que não falam de você
E o silêncio que
ecoa pela casa.
Como um mau hábito retorno ao lugar em que já estive antes na ânsia de refazer caminhos, reescrever um final diferente Mas isso é imposível...