A falta e a saudade
me fazem escrever
Anseio pelo dia
Em que não precise mais
te transformar em poema
A falta e a saudade
me fazem escrever
Anseio pelo dia
Em que não precise mais
te transformar em poema
Em alguns momentos
O amor te pega pela mão
Te guia por entre os caminhos
e você encontra a direção
Em outros
A dor te chama pra dançar
Você aprende que está tudo bem
recomeçar
E que a música nunca
parou de tocar
Amar é esperar pelo inesperado
Confiar no inusitado
Reconhecer o insondável
E descansar no imensurável
Palavras, palavras
palavras...
quando escrevo me desfaço,
me reinvento
As palavras diminuem
os abismos entre espaço
e tempo, dores,
amores e desalentos
Quero você lendo
meu corpo com tuas mãos
E me ouvindo falar
o que eu escrevo
Quando meu coração
sente o teu batendo
No mesmo ritmo do meu
Embriago-me com minha
própia voz
Na tentativa de aplacar a
solidão
Um alento e um refúgio
Poder dizer pra mim
mesma
Você consegue
Só mais essa noite
Como um mau hábito retorno ao lugar em que já estive antes na ânsia de refazer caminhos, reescrever um final diferente Mas isso é imposível...